Domingo, 28 de Novembro de 2010

 

Este ano, pela primeira vez, não ando a contar os dias para o Natal. Ainda não tenho um calendário do Advento nem escolhi que prenda dar ao namorado. Este ano, ao contrário de todos os anos, não ando atrás do meu pai a implorar por novos enfeites para a árvore de Natal.

Sabem porquê?

Porque em Janeiro, mais precisamente a partir de dia 3, tenho 7 exames pela frente (psicologia na fpceup significa fazer tudo por exames) - o que significa que, enquanto toda a gente estivera  enfardas ranadas e aletria, eu vou estar trancada no escritório às voltas com neurociências e estatística I. Tenho andado a apreciar a boa vida, sem estudar, sem aulas de presença obrigatória, sem tocar nas leituras recomendadas... E agora PIMBAS!, 7 exames em cima, que é para aprenderes.

Lá se  vai a minha época do ano favorita pelos ares.



publicado por Petit Mimi às 21:41 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Sou tão boa a fazer as pessoas entrar em desespero. Devia haver uma profissão.


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publicado por Petit Mimi às 21:40 | link do post | comentar

Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

Céus. Serei eu realmente assim?


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publicado por Petit Mimi às 20:23 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sábado, 13 de Novembro de 2010

Hoje tive uma manhã horrível.

O meu pai andava lá fora, a tratar dos canteiros, quando ouviu um gatinho a miar. Chamou-me. O gatinho estava na entrada da casa da minha vizinha do lado, deitado num jormal, com um pratinho de comida ao lado. Não estava ninguém em casa. Não devia ter mais do que umas semanas, e o miado dele para o de um bebé a chorar. Mas assumimos que o gato era dos vizinhos, já que estava na casa deles e até tinha comida ao lado.

Uma hora depois, outros vizinhos vieram às portas, ver o que se passava. O gatinho não parava de miar, aos soluços, à chuva e ao vento. A minha mãe chegou e disse-nos que já ouvia o miado desde a madrugada passada, e que de manhã cedo viu os vizinhos a sair de casa. E deixaram o gatinho ali, à chuva? Ele era tão pequeno que ainda não sabia comer, e tão frágil que nem se conseguia levantar!

O meu pai foi buscá-lo. Pô-lo numa caixa de cartão e trouxe-o para a nossa garagem. E depois vimos o pior.

Os olhos do gato estavam doentes. Ele nem conseguia pestanejar. Não sabemos bem o que se passou, mas dava a impressão de terem sido picados, por algum animal, por um prego. Um dos globos oculares já estava a saír da órbita. O bichinho era compeltamente cego, e eu nem tive coragem de olhar para ele.

Estava cheio de pulgas, limpámo-lo com soro fisiológico e a minha mãe deu-lhe leite com uma seringa. O pobrezinho não parava de tremer, e procurava obter contacto físico, procurava a maminha da mãe. Finalmente adormeceu.

Eu e os meus pais estivemos a conversar e decidimos que a única solução era levar o bicho ao canil. Provavelmente, já teria contraído alguma infecção nos olhos, ou das mordidas da pulgas, e era tão pequenino que não deveria aguentar mais um dia. Não havia meio de ficarmos com ele...

Fomos levá-lo ao canil. Nem o queriam aceitar, no estado em que se encontrava. Mas pelo menos ali poderão cuidar dele, nem que seja para acabar com o seu sofrimento.

Para mim, é óbvio que os ferimentos do gatinho tinham mão humana. Óbvio. E isso deixa-me frustrada, caraças, quem é que é capaz de fazer uma coisa destas a um animal tão indefeso?

Para mim, é óbvio quem é que é o animal aqui.



publicado por Petit Mimi às 15:56 | link do post | comentar | ver comentários (10)

Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

 

 

"Your hands are tough but they are where mine belong
I'll fight their doubt and give you faith with this song for you"


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publicado por Petit Mimi às 22:49 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Então é assim: eu estou na praxe e a gostar daquilo, dentro dos possíveis. A faculdade é anti-praxe, por isso a coisa tem de ser muito moderada e sem grandes folestrias, mas mesmo assim tenho tentado ir a tudo, porque eu gostava mesmo muito de passar na tribuna, em Maio. Não sei bem se isso vai acontecer, porque no fundo, a minha fase de bebedeiras já passou, e eu dou muito mais valor a ficar na cama quentinha a ver um filme do que estar de quatro no meio da rua. Só tenho o sonho de desfilar no cortejo, usar aquele traje piroso e aqueles sapatos que fazem os pés sangrar, e para o ano dizer ser chamada de senhora doutora. E mostrar aqui à família, que sempre me gozou "ah e tal, tu não és menina de praxe!" que sou, sou menina de praxe sim senhora e vou mostrar o orgulho académico a toda a gente!

Mas voltemos ao problema. Quinta-feira é o baptismo dos caloiros, e eu sei muito bem quem quero que seja a minha madrinha. É a doutora mais fofinha que conheci, que me acolheu e se preocupou comigo logo no primeiro dia, quando eu ainda estava a tremer porque na praxe todos pareciam maus e cruéis. Sou péssima a decorar nomes, e dela só reparei nos caracóis. E assim ficou, a doutora dos caracóis, que também teve leucemia em criança e decidiu que ia ser minha amiga.

Só que já não a vejo há três semanas, e vai ser complicado pedir-lhe para ser minha madrinha se não a encontrar.

Céus. Tantos sacrifícios para usar uns sapatos tão horríveis.



publicado por Petit Mimi às 12:32 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

 

Tens o poder de me deixar sem palavras. Eu sei que não fazes por mal, nem dás conta sequer que o fazes, mas a verdade é que quando me abraças, me olhas com esses olhos profundos onde cabem todos os segredos do mundo, e me beijas e testa - esses sinal tão nosso que para mim simboliza protecção e paz - nessas alturas roubas-me as palavras todas, e eu fico à toa, o coração quer saír-me pela boca, mas eu não sei que expressões usar.

Queria poder ser capaz de roubar uma estrela, podias pendurá-la no teu quarto, e todos os dias acordarias com o seu brilho a queimar-te a pele. Uma estrela parece-me uma bela prova de amor. Ou então pedir a uma fada que nos enchesse de pózinhos mágicos, e depois íamos a voar até Londres, ou Paris, esses lugares todos onde eu já fui tão feliz, e que te quero mostrar.

Mas as estrelas estão muito longes para que uma menina de 1.58m as possa apanhar, e as fadas são tão rápidas que nem sequer as consigo seguir. É que... Eu quero dizer-te que te amo, já disse isso um milhar de vezes, mas é verdade, é mesmo verdade, e não consigo pensar noutra palavra que comporte tanto significado como essa.

Corro o risco de me repetir. Eu amo-te, já sabias, mas eu digo outra vez, para que tu nunca te esqueças.


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publicado por Petit Mimi às 22:26 | link do post | comentar | ver comentários (6)

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